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Parece que, finalmente, “agora vai”. Definitivamente, a BlackBerry não é a empresa onde muitas pessoas apostam o seu tempo e dinheiro em uma recuperação. E não só pelo momento presente, mas também vendo o futuro da empresa, que é mais nebuloso que o próprio “black” do seu nome. E as evidências são inúmeras.

Para começar, a queda de participação de mercado, perdendo definitivamente a terceira posição do mercado de sistemas operacionais móveis para o Windows Phone, e não mais figurando entre as principais fabricantes de smartphones. Depois, a saída de executivos da empresa. E agora, o anúncio realizado hoje (20) do seu levantamento financeiro, onde foi registrado um prejuízo de US$ 4.4 bilhões, registrando um queda nos lucros de 56%, comparados com os já fracos números do mesmo período em 2012.

Vendo esse cenário de caos, não resta muitas alternativas para a empresa. Uma dessas poucas saídas para se manter no mercado de tecnologia (veja bem, eu disse tecnologia, e não mobilidade) é simplesmente abandonar o mercado de smartphones. Quem canta essa bola é ninguém menos que o atual CEO da BlackBerry, John Chen, que confirmou a parceria com a Foxconn, que passará a ser a principal responsável pelo design e desenvolvimento dos dispositivos da marca nos próximos meses.

Isso não quer dizer que a BlackBerry vai parar de desenvolver smartphones de forma repentina. O que vai acontecer é que eles vão agora criar dispositivos em edições limitadas, e para grupos de mercado muito específicos.

Chen mencionou que a BlackBerry nesse momento está focando os seus esforços em pesquisas e desenvolvimento para reformular a sua estratégia de softwares empresariais e serviços, com o objetivo de resolver os seus problemas financeiros. Lendo nas entrelinhas, isso quer dizer que a BlackBerry vai mesmo apostar todas as fichas em dois centros: a própria BlackBerry desenvolvendo os modelos para a área empresarial, e a Foxconn desenvolvendo os modelos de entrada e de linha média, que receberão a marca BlackBerry.

Na prática, a BlackBerry em si abandonaria o mercado de consumo, o grande público, oferecendo apenas a “grife” e a experiência de uso. Todo o expertise seria voltado para o mercado high-end, onde eles ainda contam com uma tradição. Não é nem uma questão de lucrar menos, mas sim estabilizar as suas finanças.

É uma estratégia. Só não sei se vai dar certo. No fundo, torço pela recuperação da BlackBerry. Porém, o fato é que a empresa sangra a cada trimestre, e é cada vez mais difícil ver um cenário de recuperação. Talvez a melhor solução fosse a venda para uma empresa que quisesse reformular completamente a estratégia da empresa. Mas como aparentemente a vaidade dos canadenses falou mais alto…

Bom, vamos esperar os próximos acontecimentos…