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A OnePlus é uma empresa controvérsia. O OnePlus 5T gerou (e gera) controvérsia, em uma comunidade tecnológica que é ambiciosa e crítica.

2017 foi um ano de surpresas e decepções para a marca. Por um lado, entregou dois dos melhores smartphones do ano. Especialmente no caso do OnePlus 5T, que é imbatível em todos os aspectos. Nem seu preço é um defeito: menos de 500 euros por um smartphone que é o melhor de 2017, quando o seu principal concorrente custa mais que o dobro é algo que só eles conseguem fazer. E bem.

Essa parece ser a única marca a oferecer preços realmente justos para dispositivos realmente muito bons.

Mas nem tudo foram flores para a marca chinesa em 2017. E isso pode ter acontecido pela existência do OnePlus 5, que não é um smartphone ruim.

O grande problema da empresa chinesa é adotar uma postura totalmente diferente daquela que ela afirma ter no papel. A empresa alega que se preocupa com os seus consumidores, mas na prática não faz isso ao lançar dois equipamentos iguais em um intervalo de cinco meses.

Os compradores do OnePlus 5 estão bem chateados nesse momento, e nada podem fazer para resolver o problema. Foi a empresa quem decidiu assim.

Porém, em longo prazo, fica difícil para a marca lançar ótimos produtos cuja procura não resulte no medo de que o próximo modelo, lançado em curto prazo, seja algo ainda melhor.

A Sony fez isso com vários modelos Xperia (dois a cada seis meses). Ninguém quer comprar algo com um ciclo de vida tão curto.

Por isso, o 2017 da OnePlus foi bom, mas poderia ter sido melhor se o OnePlus 5 (ou o 5T, de preferência) não existisse.

Em 2018, tudo só tende a melhorar para a marca. Não é difícil perceber que a empresa não pretende seguir com decisões dúbias e pouco concretas. O OnePlus 6 já faz barulho, e deve atrair todos os holofotes em 2018. Não creio que veremos um 6T dessa vez.