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Eu confesso que estou meio de saco cheio do Facebook.

Criei uma segunda conta do Facebook como o meu ‘detox digital’. Reduzi drasticamente o número de pessoas que estavam acessando o meu conteúdo, deixando muito mais os contatos pessoais e profissionais, buscando inclusive uma agilidade nesses contatos.

Reduzi o volume de notificações desnecessárias, pois na segunda conta (agora, pessoal) só estão pessoas que realmente vão entrar em contato comigo quando eu realmente precisar falar com elas, e não para mandar mensagens de “bom dia, boa tarde, boa noite, feliz dia de qualquer coisa” todos os dias.

Nada contra, mas isso estava me atrapalhando pontualmente.

Porém, o motivo desse post veio das recentes declarações de Chamath Palihapitiya, ex-executivo do Facebook, que afirmou em linhas gerais que, hoje, não só o Facebook como as redes sociais acabam programando as pessoas.

Ele mesmo não usa mais o Facebook, e não permite que os seus filhos a utilizem, justamente para não permitir tal programação.

E eu me pergunto: será que tal programação aconteceu comigo também?

De certo modo, posso dizer que sim. Principalmente no começo da minha vida com o Facebook.

No começo, tudo era empolgação e novidade. A tendência natural era ir aceitando qualquer um que me pedia amizade, já que era isso o que o Facebook propõe quando você chega na plataforma. Afinal de contas, “o Facebook é muito mais divertido quando você tem amigos”, e essa é a máxima de toda a rede social.

Com o passar do tempo, eu acabava moldando meu comportamento na rede e minhas postagens de acordo com aquilo que o bom senso comum determinava, e não de acordo com aquilo que eu realmente queria. Me via limitado a esse padrão de comportamento, que me impedia a uma livre expressão e comunicação com algumas pessoas.

Então, eu comecei meu detox do Facebook removendo algumas pessoas da minha antiga conta. Eu tinha mais de 2.500 pessoas como ‘amigos’ na rede social, e caí para pouco mais de 1.180. Isso já havia me feito um bem danado, mas não era o suficiente.

Ainda tinha a turma do “bom dia, boa tarde, boa noite, feliz dia de qualquer coisa”. Não queria excluir aquelas pessoas. Primeiro, porque eu gosto delas. Segundo, porque elas são livres para usar o Facebook da forma como elas bem entenderem.

Então, criei a segunda conta, e coloquei nela os contatos pessoais e profissionais mais próximos. As pessoas com quem eu queria ter essa agilidade maior de comunicação.

Logo, entendo que consegui sair (em partes) da tal programação imposta pelo Facebook. Criei minhas próprias regras e diretrizes de uso da rede social. Deixei de me condicionar aos padrões de uso da rede social, para utilizá-la ao meu favor e benefício.

Em resumo: você só deixa a rede social te programar se você quiser.