Brasil_Dona-Lucia

Em 2010, o Brasil foi eliminado nas quartas de final para a Holanda, em um segundo tempo “de pane”. Essa sim, pane. Hoje, o Brasil perde para a mesma Holanda de 3 a 0, provando que o que aconteceu na última terça-feira não foi “uma pane de seis minutos”. Aliás, o jogo de hoje foi tão sui generis, que Felipão sequer orientou o time direito. Então… que coloquem logo a Dona Lúcia! Sim! Aquela senhora da carta lida por Parreira.

Afinal de contas, mesmo que a Dona Lúcia traga chocolatinho quente para os nossos jogadores ao final de cada treino, ela faria com que a seleção brasileira treinasse em DOIS PERÍODOS, ou que realizasse treinos em campo NO DIA SEGUINTE AOS JOGOS. Sim, pois até a Dona Lúcia sabe que “os jovens precisam estudar, para aprender as lições”.

A Dona Lúcia não inventaria desculpas. Afinal, ela não entende de futebol, mas entende de caráter. Mais: Dona Lúcia também entende que colocar a culpa na arbitragem nunca resolve os problemas que existem em termos técnicos e táticos. Dona Lúcia também ensinaria aos jogadores que é muito feio ficar mentindo pra todo mundo ver, se jogando na área para simular pênaltis. Mesmo porque “menino que mente não ganha presente do Papai Noel no natal”.

Até a Dona Lúcia (que não entende de futebol, mas se conseguiu mandar um e-mail para a FIFA, deve ter jogado o FIFA 14 algum dia na vida) sabe que um time que só tem DUAS JOGADAS SUPER MANJADAS não consegue progredir em uma competição com times com diversas variações táticas e maior entrosamento. Aliás, a Dona Lúcia JAMAIS TREINARIA UM TIME COM TRÊS VOLANTES POR APENAS 15 MINUTOS. A voz da experiência e os anos de vida de Dona Lúcia a fariam treinar esse time nessa formação por mais vezes.

Aliás, a Dona Lúcia ouviria os seus olheiros/auxiliares, que a alertariam sobre a necessidade de povoar o meio campo contra a Alemanha, além de excluir o centroavante “cone” (que entra para a história como o pior centroavante brasileiro de todas as copas), certamente dizendo “meu filho, vai lá para o canto do castigo – o banco – e pensa no que você está fazendo de errado”.

Dona Lúcia… queremos a senhora comandando a seleção brasileira. Não porque a senhora entende de futebol. Mas porque qualquer um de nós entende mais de futebol que José Maria Marin. Seu otimismo e fé na atual comissão técnica são louváveis. Nós perdemos tudo isso. Pois foram 10 gols em 180 minutos. Um gol a cada 18 minutos.

Não foi uma pane de seis minutos.

Em 2018, que venha a Dona Lúcia. Quem sabe a cartinha dela, os bolinhos de chuva e as cartinhas de estímulo tirem o time da CBF do buraco sem fundo que se enfiou. Até porque a Dona Lúcia é “a voz de uma nação” no entendimento de Carlos Alberto Parreira.

E pensar que eu havia deixado de chamar esse time do “time da CBF”… vou ter que retomar essa denominação. Pois esse time não é a seleção brasileira. É o time dos cartolas. O time dos vampiros que estão destruindo com o futebol brasileiro.

Um time que já é treinado pela “Dona Lúcia”. Seja lá quem for essa senhora. Quem sabe ela não é um fruto das mentes alucinadas que estão dentro da CBF…