O desenho da Warner se tornou real, de forma bem absurda.

O Times of London relata o estranho incidente ocorrido no Museu Serralves na cidade de Oporto, Portugal. O artista britânico Anish Kapoor exibiu a sua obra Descent into Limbo. Qualquer um pode se aproximar daquela obra, mesma que, inicialmente, ela se pareça com uma pintura negra sobre o solo.

Porém, ele é um buraco com 2.4 metros de profundidade, pintado com um negro tão intenso, que parece falso. A intenção artística e discursiva é óbvia na montagem dessa obra, mas por questão de segurança, o local contava com vários letreiros advertindo aos visitantes que “não tentem pisar no limbo”.

As placas não evitaram que um homem italiano de 60 anos de idade testasse a ilusão de ótica da forma mais arriscada: pisando no buraco. A queda foi dolorosa o suficiente para mandar o homem ao hospital, onde ficou internado por alguns dias.

O incidente fez com que a exibição fechasse temporariamente para instalar proteções para evitar que isso aconteça novamente.

É o tal negócio: algumas pessoas simplesmente querem violar a lógica das coisas, ou nesse caso, simplesmente ignorar as placas. É um hábito que normalmente chamo de teimosia ou burrice. Contrariar indicações claras que são para a segurança e integridade física mostra a falta de raciocínio do indivíduo.

Nem podemos criticar a obra em questão. Afinal de contas, a proposta artística existe justamente para levantar questionamentos e despertar pensamentos mais conscientes e racionais. É a função da arte, e a arte está ali, fazendo o seu papel.

Porém, se a pessoa não consegue observar para a obra com esse olhar mais apurado, e não consegue seguir ou obedecer as regras estabelecidas pelo local onde a obra é exposta, imagina o que a pessoa pode fazer ao longo da vida, onde os buracos negros são metafóricos, mas igualmente perigosos.

É de se pensar. Tanto a obra, quanto a atitude de pisar nela, mesmo com várias placas dizendo que não era para pisar. Podemos aprender muitas coisas com os dois detalhes.