O halo de segurança introduzido na F1 foi um ponto de polêmica por conta da questão estética. Muitos não gostam da estética da peça no corpo do carro, mas no GP da Bélgica de 2018 mostrou por que o item existe, salvando potencialmente a vida do piloto Charles Leclerc.

Apesar de tirar o encanto estético dos carros, a peça funcionou, cumprindo o seu papel durante a largada do GP da Bélgica de 2018. Na frenagem da primeira curva, Nico Hulkemberg não conseguiu evitar a batida com Fernando Alonso, e foi projetado no ar, na direção onde estava o carro de Charles Leclerc.

O halo de segurança conseguiu suportar toda a força do impacto do carro, evitando que essa energia atingisse a cabeça do piloto, com resultados que seriam imprevisíveis, mas que, com certeza, não seriam muito saudáveis para Leclerc.

 

 

Particularmente, eu fui contra o halo de segurança. Ainda acho a peça horrorosa, e entendo que o time de design da FIA precisa encontrar uma solução esteticamente menos intrusiva. Porém, diante dos fatos não há argumentos contrários.

A peça cumpriu o seu principal papel: garantiu a integridade física do piloto. E se ela cumpre com esse objetivo, não há motivos para que eu seja uma voz contrária, reclamando a sua existência. Mudei sim de opinião, e o halo é mais que bem vindo.

É importante lembrar que a F1 e o automobilismo como um todo é um esporte de risco, onde os pilotos desafiam os limites do corpo e da máquina para obterem os melhores resultados. É inevitável pensar que o limite para essa combinação é esbarrar com o risco de morte a cada corrida.

Por outro lado, se a tecnologia oferece condições para cada piloto explorar os seus limites ao mesmo tempo em que reduz os riscos de morte, temos que abraçar tais iniciativas. Pois queremos que esses pilotos saiam vivos de dentro dessas máquinas voadoras.